Brasil é pioneiro em inclusão digital na AL e se destaca em casos de sucesso

por agrimaldo — publicado 31/10/2010 14h13, última modificação 31/10/2010 14h13
Porto Alegre - Comitê para Democratização da Informática divulga trabalho em evento da Amcham.

O Brasil é pioneiro no movimento de inclusão digital na América Latina. O Comitê para Democratização da Informática (CDI) é a entidade precursora nesse sentido, fundada pelo engenheiro químico Rodrigo Baggio para garantir aos jovens carentes acesso à tecnologia em uma época em que muitos nem sabiam o que era um computador, muito menos a Internet.

 

“O objetivo do CDI é formar agentes de transformação: jovens que intervirão em suas comunidades através da tecnologia, com vídeos, fotos e materiais que denunciem situações de risco”, afirmou Baggio na quinta-feira (14/10) no START – Seminário de Sustentabilidade promovido pela Amcham-Porto Alegre e pela rede Net Impact. Ele compartilhou as experiências da entidade com um público de 300 pessoas, entre gestores, representantes do governo e estudantes.

 

O comitê foi lançado oficialmente em 1995, na favela do Morro de Santa Marta, Rio de Janeiro, e hoje oferece 30 serviços tecnológicos, além de abrigar dois microempreendimentos sociais que geram empregos e prestam serviços. Há também mil <i>lan houses</i> associadas, por onde passam, por mês, quase 30 mil pessoas. Além de favelas e bairros carentes, os centros são espalhados por aldeias indígenas, hospitais psiquiátricos e centros rurais. O CDI também está presente na Inglaterra e na Jordânia.

 

Ações

 

Umas das ações mais marcantes do CDI, conforme Baggio, ocorreu quando jovens da comunidade de Santa Marta denunciaram aos governantes, através de fotos que eles mesmo produziram, um problema de infestação por ratazanas atraídas pelo acúmulo de lixo. Com a repercussão, a prefeitura fluminense foi até a favela e recolheu os resíduos, eliminando o problema.

 

Outro caso de grande comoção foi o em que a aldeia dos índios Ashaninkas do Acre, na fronteira entre Brasil e Peru, evitou um conflito ao denunciar a invasão de madeireiros peruanos por meio de uma mensagem eletrônica encaminhada para ONGs de todo o mundo via computador do CDI. O texto chegou às mãos do governo federal, que reforçou a segurança da tribo com helicópteros das Forças Armadas e agentes da Polícia Federal.

 

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