Circular a economia: cases vencedores do Prêmio ECO contribuem com a preservação do ambiente

publicado 02/03/2020 18h49, última modificação 04/03/2020 14h08
Brasil – Metade dos projetos vencedores trabalha com o eixo temático ambiental
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Empresas transformam lixo em matéria-prima e usam recursos naturais de maneira responsável

Cerca de 40% de todo o resíduo sólido urbano é despejado em locais inadequados no Brasil. Isso representa mais de 80 mil toneladas de material em locais com potencial de poluição ambiental (Abrelpe). A preocupação com os resíduos apareceu de maneira clara nos projetos inscritos na 37ª edição do Prêmio ECO. Para além daqueles que estão transformando lixo em matéria-prima, encontramos também a responsabilidade daqueles com os recursos naturais, como uso responsável de água e proteção do solo.

Confira os projetos que se destacaram nesta edição do Prêmio ECO no eixo temático ambiental:

 

ECO PANPLAS

A Eco Panplas, desenvolveu uma solução tecnológica que realiza a descontaminação e reciclagem de embalagens plásticas de forma ecológica: sem utilização de água e sem geração de resíduos. Todo óleo residual é recuperado e reciclado via rerrefino, passando a ser um subproduto, eliminando o risco ambiental, e atendendo a Resolução do Conama 362/05. O processo gera um plástico reciclado de excelente qualidade que permite a confecção de novas embalagens com um custo até 10% mais baixo, criando assim uma verdadeira economia circular.


REFAZENDA

Com o conceito de moda circular, a empresa transforma sobras e retalhos em produtos para revender: viram novas peças, detalhes de acabamento, bolsos e ainda trabalhos lúdicos em parceria com cooperativas de artesãs. Em 2018, foram 487 metros de tecido reaproveitados e mais de 4100 peças de roupa e acessórios foram produzidos.

 

NT WOOD LINE

Desde 2015, a empresa começou a somente adquirir matéria prima oriunda de resíduos de madeira para produzir novas peças: treliças, decks modulares, mesas e cadeiras dobráveis. Com a fabricação sustentável, a companhia reduziu em mais de 60% o custo de aquisição de matéria-prima e retirou mais de 1200 toneladas de resíduos que seriam queimadas.

 

CICLO ORGÂNICO

A iniciativa começou dentro da UFRJ, com o aluno Lucas Chiabi, atual CEO da empresa, que levava seus resíduos orgânicos em um baldinho e compostava o material em uma composteira no estacionamento da faculdade. Lucas começou a disponibilizar baldinhos para amigos que moravam perto da sua casa, no bairro, e começou a coletar de bicicleta e levar para faculdade. Em alguns meses, contratou o primeiro ciclista para ajudar na coleta e na compostagem. A empresa criou um site e começou a expandir sua área de coleta para outros bairros, inclusive alugando um espaço para realizar o processo de compostagem em uma escala maior. Atualmente, a empresa possui em torno de 1400 clientes.

 

TERRACYCLE DO BRASIL

Em parceria com a Faber-Castell, a TerraCycle fez um programa de Reciclagem de Instrumentos de Escrita: qualquer consumidor que deseja reciclar suas canetas, lápis e outros materiais faz um cadastro gratuito pela plataforma da TerraCycle e gera uma etiqueta de envio pré-paga dos Correios. As remessas são recebidas por ecicladores que realizam a triagem do material recebido, separação e encaminhamento para a reciclagem. Além disso, com os resíduos enviados, os participantes têm a oportunidade de beneficiar uma instituição sem fins lucrativos ou escola pública da sua escolha, uma vez que a cada unidade de resíduo enviada são acumulados pontos que podem ser convertidos em doações financeiras.

 

MAXI SERVICE

A Maxi criou um projeto de reciclagem e economia circular em baldes e embalagens plásticas utilizados na operação da indústria. Antes, eram descartas mensalmente 1300 embalagens, totalizando 2400 quilos de plástico descartado. Desenhando um processo de Logística Reversa em conjunto com uma cooperativa de reciclagem, a empresa conseguiu fechar o ciclo da Economia Circular do plástico e reduziu custos nas compras.

 

KORIN AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

Bioinsumos são todos os produtos com ativos biológicos que fazem parte de um processo de produção de outro produto agropecuário. De modo geral, diferem dos adubos químicos e agrotóxicos pois, desde que produzidos, utilizados e armazenados corretamente, não deixam resíduos tóxicos no meio ambiente e não causam risco à saúde do homem. A Korin Agricultura e Meio Ambiente é uma nova empresa que atua na fabricação de bioinsumos agrícolas.

 

BRK AMBIENTAL PARTICIPAÇÕES S.A

Entre os desafios relacionados com a preservação e consumo dos recursos hídricos, está a redução de perdas de água. Em 2017. a BRK identificou a necessidade de desenvolver e implantar um sistema de padronização de indicadores e concentração de informações necessárias para o Balanço Hídrico e que fosse capaz de diagnosticar as principais causas raízes das perdas de água. A partir de uma ferramenta desenvolvida, o potencial é de recuperar o volume perdido de aproximadamente 33,3 milhões de m³/ano. Em termos econômicos isso significa uma economia projetada de aproximadamente R$ 1 bilhão de reais, acumulados em 20 anos.

 

GRUPO BOTICÁRIO
O Boticário desenvolveu um processo inédito na América Latina para a reciclagem de tampas de perfumaria produzidas com SURLYN™. Por ter uma grande complexidade, essa matéria-prima, apesar de ser reciclável em outras categorias, na cosmética até então não era viável. Agora, as tampas podem ser recolhidas depois do consumo, separadas por cooperativas de reciclagem e, por fim, retornadas ao consumidor em novos produtos — dentro do processo de Logística Reversa.

 

CPFL ENERGIA

A CPFL Soluções adota o modelo de Economia Circular para os resíduos gerados pelas distribuidoras da CPFL Energia, tornando uma potencial adversidade em um negócio rentável e sustentável. Todos os materiais retirados da rede elétrica são avaliados e, sempre que possível, recuperados: em média, 60% de equipamentos que seriam descartados são reutilizados pela empresa. Do restante, a empresa separa os materiais para venda a grupos de reciclagem e empresas licenciadas, e uma pequena parte de materiais sem valor agregado é destinada para gerenciadores de resíduos que os enviam para coprocessamento ou aterro apropriado. Desse modo, 100% dos materiais são reformados ou reciclados de forma eficiente, segura e ambientalmente regulada, além de garantir o aumento do ciclo de vida destes produtos.

 

Estes e outros 10 projetos serão reconhecidos durante a cerimônia de premiação no dia 04/03, em São Paulo. Clique aqui para se inscrever.


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O QUE É O PRÊMIO ECO?

Criado em 1982 pela Amcham, o Prêmio ECO é a primeira ação brasileira de reconhecimento e divulgação de empresas e projetos que caminham para a sustentabilidade. Ele revela anualmente as empresas e startups referência em processos ou em produtos e serviços sustentáveis. Ao longo de três décadas, o ECO mobilizou 3.373 companhias nacionais e multinacionais, três mil projetos de sustentabilidade e 363 premiados.

Desde 2016, o Prêmio ECO é feito em parceria com o jornal Estado de São Paulo. Além de ações conjuntas de divulgação, a Amcham publica conteúdo exclusivo de sustentabilidade no blog Ecoando, sobre as principais práticas empresariais e tendências no universo da Sustentabilidade.