Descubra as estratégias para agregar valor ao seu negócio adotando os ODS da ONU

publicado 24/10/2019 12h08, última modificação 28/10/2019 12h51
São Paulo – Webinar de sustentabilidade discutiu os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentáveis com representantes da Ambev e do Pacto Global
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Da esquerda para a direita: Richard Lee (Ambev), Daniela Aiach (Amcham) e Ana Carolina Paci (Pacto Global)

Das 169 metas que os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU têm, mais de 80 podem ser trabalhadas pelo setor empresarial. “Existe um chamado muito forte para as empresas com isso”, comenta a assessora de ODS e engajamento do Pacto Global, Ana Carolina Paci.

Ana esteve presente no nosso Webinar de Sustentabilidade, no dia 23/10, juntamente com o head de sustentabilidade da Ambev, Richard Lee. Ambos discutiram como os ODS podem agregar valor aos negócios e, a partir disso, quais estratégias podem ser adotadas. A mediação foi feita pela nossa diretora de Eventos Corporativos e do Prêmio ECO da Amcham, Daniela Aiach.

Segundo Lee, sustentabilidade não é algo ‘para inglês ver’, se ela não for praticada o negócio está ameaçado. “Bons líderes entenderão isso e saberão que aplicar dinheiro em projetos assim é investimento e não gasto”, acrescenta, lembrando que ser sustentável, segundo ele, também paga bem.

Ana comenta que qualquer empresa pode começar a trabalhar com os ODS de alguma maneira, mas que a estratégia de negócio tem que estar alinhada com os objetivos que a empresa quer abordar. “Não tem como trabalhar com todos os objetivos, é preciso priorizar e ver os que são mais materiais para o negócio”, explica.

No caso da Ambev, existem cinco pilares que dizem respeito à água, mudanças climáticas e energia, economia circular de embalagens, agricultura, empreendedorismo e desenvolvimento local. Ana utiliza esses pilares como exemplo para a questão da priorização: “A Ambev fabrica bebidas, logo, faz todo sentido priorizar água e economia circular de embalagens, por exemplo.”

A fim de ajudar empresas a trabalharem com a agenda dos ODS, o Pacto Global criou a ferramenta SDG Compass. Em cinco passos, com um documento de 44 páginas e gratuitamente, negócios de qualquer tamanho podem utilizar o recurso para começar a jornada de sustentabilidade empresarial.

“Para empresas que estão querendo embarcar nessa jornada é muito interessante fazer parte do Pacto Global”, avalia Lee, lembrando que até para companhias em um estágio de maturidade maior fazer parte da rede é proveitoso.

Isso porque, além de ter uma primeira orientação, existe um trabalho de parceria entre o setor privado. “Tenho vários programas que ao apresentar para o pacto ou no contexto de algum grupo de trabalho do Pacto ganhei vários sócios”, afirma. Ana lembra: “Em sustentabilidade não existe competição, apenas parcerias.”

Ana fala também que a rede está sempre tentando adaptar as soluções para os pequenos negócios. “Dentro do Pacto tínhamos um grupo de trabalho do ODS e um subgrupo discutindo a integração dos ODS na estratégia empresarial com foco em PMEs”, menciona.

A partir dos insights dessas discussões, o Pacto Global está construindo uma plataforma para pequenas empresas em parceria com o Sebrae. “Pequenas empresas também podem fazer parte do Pacto e é o que nós queremos”, finaliza Ana.

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