Distribuidora de energia Elektro aposta em fontes limpas e leva Prêmio ECO 2012

por marcel_gugoni — publicado 22/11/2012 16h47, última modificação 22/11/2012 16h47
São Paulo – Empresa consome, em sua sede, eletricidade proveniente de usinas de biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
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Energia limpa é um dos lemas da distribuidora Elektro, a oitava maior distribuidora de energia do Brasil e uma das três principais do Estado de São Paulo. A empresa, que adotou em sua sede na cidade de Campinas (interior de SP) uma política de só consumir eletricidade de fontes limpas, é uma das vencedoras do Prêmio ECO 2012 na modalidade Estratégia, Liderança, Inovação e Sustentabilidade (Elis), entre concorrentes de grande porte.

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Na sua sede, a Elektro emprega energia produzida em usinas eólicas e de biomassa e em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Além disso, a companhia controla a emissão de gás carbônico de seus veículos e está desenvolvendo um óleo isolante a partir do milho para uso em transformadores, religadores e chaves de distribuição.

A cerimônia de entrega da premiação será em 11/12, no Business Center da Amcham-São Paulo.

Fontes limpas

A Elektro atende 5,5 milhões de pessoas em 223 municípios paulistas e cinco sul mato-grossenses, e é controlada pelo grupo espanhol Iberdrola. Ela é signatária de acordos internacionais de desenvolvimento econômico sustentável, como o Pacto Global, da Organização das Nações Unidas (ONU), e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A sede da empresa segue padrões de uso responsável da energia e conta com equipamentos como reguladores de vazão de água. A companhia também adota, em suas unidades administrativas, sistemas de desligamento automático das lâmpadas no período noturno.

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Atualmente, a Elektro desenvolve o projeto de óleo vegetal isolante de milho para transformadores, religadores e chaves de distribuição. Estes equipamentos costumam usar óleo mineral, mas a Elektro busca uma alternativa renovável e biodegradável para o insumo.

Rogério Martins, gerente executivo de Sustentabilidade da empresa, diz que os produtos estão em testes tanto de viabilidade quanto de segurança operacional, mas ainda não têm previsão para começarem a ser usados. “O projeto óleo vegetal isolante de milho está em desenvolvimento”, adianta.

“Com os resultados, a Elektro poderá aplicar novas tecnologias sustentáveis e aumentar a segurança operacional, já que o óleo é produzido a partir de fontes renováveis, é biodegradável e classificado como fluido de segurança.”

Programas de controle de emissões dos veículos e dos geradores elétricos a diesel das subestações também fazem parte das medidas da empresa buscando atuação mais sustentável. As emissões são monitoradas. Além disso, a companhia opta pelo uso de etanol e diesel S50 (com baixo teor de poluentes, como enxofre).

A operação de geradores de subestações incorporou o uso de bateria, resultando em economia de combustíveis fósseis e redução de emissões de CO2 e menos poluição sonora.

Nas unidades da Elektro, a água usada também é objeto de atenção. Os vasos sanitários possuem acionamentos inteligentes (com descargas de diferentes vazões para líquidos e para sólidos) e torneiras com temporizador.

A empresa reutiliza materiais como ferragens e componentes de iluminação pública, tais quais isoladores, aplicando logística reversa a diversos componentes e reaproveitando-os na rede.

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Como 80% das concessões da Elektro estão em unidades de conservação estaduais, a empresa se preocupa em obter licenças ambientais antes de realizar atividades, sejam em subestações próximas de parques ou cabos aéreos sobre matas.

“Acreditamos que sustentabilidade é uma questão de responsabilidade e atitude”, afirma o executivo. “Esse prêmio é o resultado do trabalho que demonstra o nosso compromisso com a melhoria contínua.”

Prêmio ECO

Lançado pela Amcham em 1982, o Prêmio ECO é pioneiro no reconhecimento de companhias que adotam práticas sustentáveis no Brasil. Desde 1982, o Prêmio ECO já mobilizou 2.117 companhias brasileiras e multinacionais. Elas foram responsáveis pela inscrição de 2.630 projetos.

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