Itaú, Rhodia, Ambev, Celesc, Vibria, Arcos Dourados e CDHU são vencedoras da 35ª edição do Prêmio Eco

publicado 06/12/2017 16h26, última modificação 08/12/2017 15h14
São Paulo - Conheça os cases das grandes empresas que inovaram na categoria Produtos

Na 35ª edição do Prêmio ECO Amcham & Estadão, sete empresas venceram na categoria Produtos - Empresas de Grande Porte. A CDHU, Itaú, Rhodia, Celesc, Ambev, Vibria e Arcos Dourados serão premiadas no dia 13 de dezembro, durante cerimônia na Amcham - São Paulo, a partir das 17h30. Conheça o resumo dos cases de cada uma das vencedoras:

CDHU - Implantação de Sistemas Fotovoltaicos Em Habitações de Interesse Social

Buscando mais sustentabilidade em suas construções, a CDHU começou a observar a geração de energia por sistema voltaico como forte potencial. Aproveitando a sua atuação na produção e gestão de moradias de interesse social, a organização decidiu desenvolver processos para promover energia solar para residências de famílias com baixa renda (entre 1 e 3 salários mínimos), sem gerar adicional de custos.

A geração de energia ainda ajuda os moradores a economizar dinheiro na conta de energia elétrica, impactando positivamente na vida deles. Foram 26 unidades impactadas, fora os conjuntos habitacionais (condomínio vertical) com mais de 90 apartamentos, entregues em 2017. Por conta do sucesso desses resultados, o plano para o futuro é ampliar esses sistemas em todas as Unidades Habitacionais construídas pela empresa entre 2011 e 2016 - mais de 51 mil unidades.

Itaú Unibanco - Programa Itaú Mulher Empreendedora

O empoderamento financeiro feminino foi o mote para a criação do programa "Itaú Mulher Empreendedora", vencedor do Prêmio Eco. Após estudos sobre o tema com apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e IFC (International Finance Corporation), o banco criou um programa para capacitar empreendedoras a aprimorar suas técnicas de gestão, auxiliar no networking e inspirar os negócios com novas ideias. Até agora, são mais de 6.500 mulheres cadastradas. A pesquisa de impacto da iniciativa mostrou que as mulheres participantes estão contratando mais produtos financeiros e seguros, ao mesmo tempo em que tem menor refinanciamento da dívida em relação a média de clientes Itaú - revelando saúde financeira.

Rhodia - Rhodianyl Bio

Em junho deste ano, a Rhodia criou o primeiro fio de têxtil de helanca biodegradável dedicado à confecção de uniformes escolares. Essa tecnologia permite a decomposição rápida da roupa depois de ser descartada - ao contrário da maioria dos tecidos sintéticos, que demoram centenas de anos até desaparecer completamente. A biodegradação acontece em menos de três anos. Além disso, o fio acelera a geração de biogás nos aterros, podendo ser usados para co-geração de energia elétrica. Mesmo com poucos meses de lançamento, a organização espera que esse novo negócio tenha uma participação de aproximadamente 7% do faturamento anual.

Celesc - Projeto Bônus Eficiente

O Projeto Bônus Eficiente é uma iniciativa pioneira da Celesc para subsidiar a instalação de sistemas fotovoltaicos na residência de mil consumidores no estado de Santa Catarina. O objetivo do projeto é reduzir o consumo de energia elétrica e ampliar a utilização de energia renovável no país. Estima-se que, em condições ideais, os sistemas devem gerar aproximadamente, 280 kWh/mês por unidade consumidora. No final de agosto, mais de 50% das instalações ficaram prontas e o término está previsto para o fim de 2017.

Ambev - AMA

Atualmente, cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água. Para mudar essa realidade, a Ambev criou a AMA, uma água mineral que tem 100% do seu lucro revertido para projetos de acesso à água potável em comunidades que estão no semiárido brasileiro. Até julho de 2017, o lucro dessas vendas contabilizaram mais de R$ 400 mil, beneficiando cinco comunidades no Nordeste. Isso significa que mais de 6,5 mil pessoas terão acesso à água. As garrafas são vendidas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal.

Vibra Agroindustrial – Produção “verde” de frangos

A Vibra Agroindustrial ganhou o ECO 2017 pela produção mais saudável e natural de carne de frango. Os frangos da linha “verde” vivem em granjas exclusivas, com temperatura e umidade adequadas, água tratada e controle de fluxo de pessoas. A ração usada é de origem 100% vegetal e os animais não recebem antibióticos terapêuticos.

Arcos Dourados – Disseminando respeito socioambiental

A Arcos Dourados (McDonald’s) venceu o Prêmio ECO 2017 com o projeto de tornar os restaurantes da rede centros de desenvolvimento sustentável. O objetivo é que cada restaurante tenha à disposição dos consumidores informações relevantes sobre a gestão de resíduos, consumo consciente de água e energia. Os princípios são baseados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas).

O projeto piloto foi realizado em Birigui (SP) com excelentes resultados e está sendo levado para Araçatuba (SP), segundo a holding. Via parceria público-privada, a companhia pretende firmar acordos de cooperação nos municípios presentes, atuando nas vertentes de orientação para a gestão de resíduos sólidos, arborização do entorno do restaurante, educação fundamental para a sustentabilidade e educação executiva.