Produção de ovos usando técnicas naturais eleva produtividade e dá segundo prêmio ECO à Korin

publicado 27/11/2013 08h30, última modificação 27/11/2013 08h30
São Paulo – Método preserva bem estar das aves, que são criadas fora de gaiolas e livres de antibióticos
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A Korin Agropecuária conquistou o segundo Prêmio ECO consecutivo, ao desenvolver uma metodologia de produção de ovos por galinhas que vivem fora de gaiolas. A Korin se destacou na modalidade Sustentabilidade em Processos entre pequenas e médias empresas. A cerimônia de premiação será na Amcham – São Paulo, em 9/12.

A segunda conquista foi recebida como um grande incentivo, comenta Luiz Demattê, diretor industrial da Korin. “É um prêmio bastante criterioso, avaliado por pessoas muito ligadas à sustentabilidade, e que nos deixa muito feliz”, afirma o executivo.

Em 2012 a Korin venceu na mesma categoria, com a produção de frangos de corte. Tanto os produtos como os processos da Korin possuem certificações internacionais de procedência.

De acordo com a Korin, o foco na qualidade de vida das aves é uma demanda da sociedade, cada vez mais preocupada com questões ambientais e de bem estar animal. Outra vantagem do método é que a produção natural torna as galinhas poedeiras mais longevas. “O ciclo produtivo delas gira em torno de 20 meses, três a mais do que o das galinhas criadas no formato convencional”, destaca Demattê.

O projeto vencedor foi baseado no uso eficiente de recursos naturais e condições que asseguram a qualidade de vida das galinhas poedeiras – eliminando, inclusive, o uso de antibióticos ou processos artificiais para acelerar o ciclo de produção.

“O fato de as aves serem criadas fora de gaiolas permite que elas caminhem e disputem parcimoniosamente o alimento. Elas estabelecem vínculos hierárquicos e sociais e expressam comportamentos intrínsecos à espécie, como botar ovos em ninhos, empoleirar, ciscar e dispersar calor pela abertura das asas. Tais condições criam um ambiente que praticamente se harmoniza com a ideia de produção em princípios naturais”, segundo comunicado da Korin.

Qualidade de vida dá resultado

Os resultados comerciais expressivos com o frango de corte, principal produto, comprovaram que a produção focada em bem estar animal é economicamente viável. Em 2012, a Korin venceu o Prêmio ECO ao demonstrar a viabilidade da produção de aves usando técnicas de criação próximas às da natureza, e sem aditivos que aceleram o ciclo de vida dos animais.

Nos últimos quatro anos, o produto ajudou a alavancar o faturamento da empresa em 153%, o que mais do que cobriu os gastos com desenvolvimento.

Para a Korin, a Agricultura Natural – que preza o cultivo de plantas e criação de animais da maneira mais natural possível – é uma forma de inspirar os produtores a adotar a sustentabilidade nos negócios.

“As práticas de bem estar animal resultam na elevação da consciência dos produtores sobre o papel que os bichos desempenham em sua propriedade, na natureza e interação entre homens e animais.”

A qualidade dos produtos é assegurada por equipes técnicas que se responsabilizam pelo sistema de criação livre de antibióticos, auditando periodicamente as instalações dos fornecedores de pintinhos e matérias-primas, e também dos produtores associados de aves.

Inovação no processo produtivo

A Korin busca transferir os conceitos da Agricultura Natural aos parceiros produtores e fornecedores, para criar uma cadeia de suprimentos de base agroecológica. O objetivo é oferecer alternativa às produções intensivas de proteína animal, em que os criadores são frequentemente acusados de utilizar métodos cruéis na produção e abate de animais.

Em 2006, alguns países da União Europeia aderiram ao protocolo que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal. Desde janeiro de 2012, o uso de gaiolas convencionais na criação de animais também foi proibido, obrigando os produtores a se enquadrarem ao uso de gaiolas enriquecidas ou sistemas free-cage.

Impacto social

Menos agressiva do ponto de vista ambiental, a Agricultura Natural também cumpre função ecológica e social. Ao privilegiar uma cadeia produtiva com menor impacto ambiental, se reduz o uso de substâncias químicas agressivas à água e ao solo, contribuindo para a preservação de espécies nativas, insetos e meio ambiente.

Além disso, o sistema alternativo de produção exige mão-de-obra preparada e consciente do sistema. “Desta forma, a empresa fortalece o tecido social rural, contribuindo para a fixação do homem no campo e evitando o êxodo rural, ainda um fator de grande impacto no equilíbrio social do país”, de acordo com a Korin.

Diante de resultados favoráveis, a Korin firmou recentemente uma parceria com a ABPO – Associação Brasileira de Produtores Orgânicos do Mato Grosso do Sul – para lançar uma linha de cortes bovinos especiais. “O fortalecimento da marca através de seu produto frango e o crescimento da linha de negócios constituem provas concretas de que é possível a replicação do sistema agro alimentar”, destaca a Korin.

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