Rio +20 é oportunidade para aproximar empresariado à questões ambientais, diz vice-presidente do CEBDS

por giovanna publicado 11/11/2011 16h36, última modificação 11/11/2011 16h36
Recife – Evento acontece em junho de 2012, vinte anos após a Eco 92
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Aproximar companhias que ainda estão alheias às discussões sobre sustentabilidade ambiental será uma das oportunidades trazidas pela Rio +20, que acontece em junho de 2012. Esta é a percepção de Mariana Meirelles, vice-presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

A Rio +20 é a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, assim chamada por acontecer vinte anos após a Eco 92, também realizada no Rio de Janeiro.

“Mega eventos como a Rio +20 têm grande poder mobilizador, sobretudo da opinião pública. Temos de aproveitar essa oportunidades”, avalia Mariana, que participou do comitê de Sustentabilidade da Amcham-Recife em 04/11.

Ela considera que a conferência deve trazer novos compromissos entre sociedade civil, governos e empresariado para a questão ambiental..

Brasil

Mariana acredita que o evento será importante para o Brasil, principalmente devido à visibilidade que dará ao País no cenário mundial. Entretanto, ela comenta que este também é um momento de atenção para a nação. “Eventos como a Rio +20, a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 colocam o Brasil como vitrine ou vidraça, um bom ou mau exemplo.”

Sobre as questões ambientais no País, a executiva do CEBDS destaca que a exploração do pré-sal será um dos principais temas nos próximos anos. “O pré-sal não pode ser um vilão da sustentabilidade, ele dinamizará muito a economia do País. Mas parte dos recursos excedentes da exploração do petróleo tem se ser utilizada para o desenvolvimento de tecnologias limpas e voltadas a energias renováveis.”

Sete bilhões de pessoas

Mariana acredita que a nova marca populacional mundial alcançada no final de outubro, no tocante a questões ambientais, traz o desafio de gerar de energia e produzir alimentos sem pressionar os recursos naturais.

“Um mundo de 7 bilhões de pessoas exige investimentos em tecnologia e inovação para otimizar os recursos naturais”, lembrou.

 

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