Usina de Itaipu vence Prêmio ECO 2014 com conscientização de práticas sustentáveis

publicado 27/11/2014 16h21, última modificação 27/11/2014 16h21
São Paulo – Até 2020, usina quer ser uma das maiores geradoras de energia limpa e renovável do mundo
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O esforço conjunto das diretorias da Usina Hidrelétrica de Itaipu para idealizar e aplicar conceitos de respeito socioambiental na produção de energia elétrica deu à usina o Prêmio ECO 2014, na categoria Processos – Empresas de Grande Porte.

“Já fomos premiados por práticas de sustentabilidade, mas é a primeira vez que nosso sistema de gestão sustentável é reconhecido. Para nós, a chegada do Prêmio ECO mostra que estamos no caminho certo”, disse Herlon Goelzer de Almeida, assistente do Diretor Geral Brasileiro da Usina de Itaipu. Binacional, a gestão da hidrelétrica é compartilhada com o governo paraguaio.

A cerimônia de entrega do Prêmio ECO 2014 acontece em 5 de dezembro na Amcham-São Paulo, ocasião em que os vencedores das 11 categorias receberão os respectivos troféus.

Aos poucos, a sustentabilidade vem se consolidando na usina, segundo Almeida. O executivo conta que o planejamento estratégico até 2020 inclui o objetivo de se tornar uma das maiores geradoras de energia limpa e renovável do mundo, obtido através de desempenho operacional e critérios de sustentabilidade.

Isso levou a diretoria a criar o Sistema de Gestão da Sustentabilidade (SGS), programa de administração compartilhada com todas as diretorias. O objetivo é criar um ambiente de discussão interativa sob a perspectiva da sustentabilidade. “O SGS tem em sua essência a preocupação com a formação e disseminação da cultura da sustentabilidade, dentro e fora da Itaipu”, conforme relatório enviado à organização do ECO. A metodologia do SGS começa a ser usada no lado paraguaio.

Embora o envolvimento da alta gestão no tema da sustentabilidade seja uma característica da categoria ELIS (Estratégia, Liderança e Inovação para a Sustentabilidade) do Prêmio ECO, a organização disse que ainda se trata de um processo, uma vez que se trata de um programa de educação voltado à prática de respeito socioambiental que ainda está chegando aos demais setores da companhia.

Em paralelo, algumas das ações sustentáveis da usina consistem no incentivo à produção sustentável das comunidades próximas. No Condomínio Ajuricaba, região da cidade de Marechal Cândido Rondon (PR), a hidrelétrica financiou um projeto que possibilita aos moradores usarem o biogás produzido nas propriedades rurais e ainda comercializar o excedente.

Um gasoduto leva o metano originado do esterco animal das 33 propriedades a uma pequena central termoelétrica ligada à rede de distribuição da concessionária local de energia, a Copel. A venda de gás metano à Copel rende aproximadamente R$ 5 mil por mês à cooperativa. Para Almeida, a sustentabilidade representa o futuro. “Cuidamos da natureza, para eternizá-la como fonte de energia”.

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